53º Festival de Sintra - Alban Gerahrdt e Artur Pizarro

Wednesday  10 October  2018  9:00 PM
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Last update 11/10/2018
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53º Festival de Sintra - Alban Gerahrdt e Artur Pizarro
Quarta-feira, 10 de Outubro às 21:00

Palácio Nacional de Sintra
Largo Rainha Dona Amélia, 2710-616 Sintra

“Quando viajo pelo país e pelo mundo, apercebo-me de um sentimento crescente de que o primeiro Iluminismo – que colocou a Razão sobre as emoções e os sentimentos – está a tornar-se decrépito, restritivo e até contraproducente.
O neurologista (português) António Damásio escreveu sobre o erro de Descartes “Eu penso, logo existo”. Damásio, pelo contrário, argumenta, empiricamente, baseado na neurologia, que sentimentos e emoções como as que a Arte e Música expressam, desempenham um papel central e de elevado nível na razão cognitiva.” ~ Yo-Yo Ma, in Huffpost

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Claude Debussy
Sonata para violoncello e piano

Wilhelm Friedemann Bach
Fantasias F.14 e F.23 para piano

Ligeti
Sonata para violoncelo solo

Ludwig van Beethoven
Sonata para piano e violoncelo op.69

Sergei Rachmaninov
Sonata para violoncelo e piano op.19

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ALBAN GERAHRDT
Ao longo de vinte e cinco anos de carreira, o violoncelista alemão Alban Gerhardt tem provocado um impacto único nos públicos a nível internacional. Para além da sua intensa musicalidade e sua forte presença em palco, Gerhardt é também um investigador com uma insaciável curiosidade, dedicando-se à pesquisa de novas abordagens artísticas e de repertório novo, tanto do passado como do presente.
Alban Gerhardt gosta de partilhar as suas descobertas com o público muito para além da sala de concertos, tendo concretizado ambiciosos projetos na Europa e nos Estados Unidos da América, os quais incluíram atuações e workshops em escolas e hospitais, bem como sessões livres em espaços públicos. A sua colaboração com a Deutsche Bahn, que inclui atuações ao vivo nas principais linhas ferroviárias da Alemanha, é uma clara demonstração deste seu compromisso.
Depois de obter sucesso em vários concursos internacionais, Alban Gerhardt estreou-se com a Filarmónica de Berlim e o maestro Semyon Bychkov em 1991. Desde então, tocou com muitas das principais orquestras sinfónicas, incluído a Orquestra Real do Concertgebouw de Amesterdão, a Filarmónica de Londres, a Sinfónica NHK de Tóquio, as Sinfónicas de Cleveland, Filadélfia e Chicago, ou a Orquestra do Tonhalle de Zurique, sob a direção de maestros de renome como Kurt Masur, Christoph von Dohnányi, Christian Thielemann, Christoph Eschenbach, Myung-Whun Chung, Michael Tilson-Thomas, Esa-Pekka Salonen, Vladimir Jurowski, ou Kirill Petrenko.
Apresenta-se também com frequência em contexto de música de câmara, tendo como parceiros neste domínio Steven Osborne, Baiba Skride e Brett Dean. A sua relação com os compositores é também intensa, tendo colaborado com Thomas Larcher, Brett Dean, Jörg Widmann, Matthias Pintscher e Unsuk Chin, entre outros.
No domínio discográfico, Alban Gerhardt recebeu três prémios ECHO Klassik, bem com os prémios ICMA e MIDEM. A gravação do Concerto para Violoncelo de Unsuk Chin (Deutsche Grammophon), recebeu um prémio BBC Music Magazine. Alban Gerhardt toca um violoncelo Matteo Gofriller de 1710.

ARTUR PIZARRO
Nascido em Lisboa em 1968, Artur Pizarro apresentou-se em público pela primeira vez aos três anos de idade e no ano seguinte apresentou-se na RTP ao lado do Professor Campos Coelho (aluno de Vianna da Motta, Isidor Phillip e Ricardo Viñes), no programa Histórias da Música de Victorino d’Almeida.
Os seus primeiros passos ao piano foram acompanhados pela avó materna, a pianista Berta da Nóbrega, e pelo Professor Campos Coelho.
Mais tarde, entre 1974 e 1990, Artur Pizarro estudou em Portugal e nos Estados Unidos da América com Sequeira Costa (igualmente aluno de Vianna da Motta e também de Mark Hambourg, Marguerite Long, Jacques Février e Edwin Fischer).
Durante um ano frequentou também a classe de Aldo Ciccolini no Conservatório Nacional Superior de Paris e recebeu aulas de Bruno Rigutto. Esta linhagem deu-lhe um raro conhecimento da escola francesa e da alemã, diretamente da Idade d’Ouro do pianismo do século XX. Detém três primeiros prémios de concursos internacionais, nomeadamente o Concurso Vianna da Motta em 1987, o Greater Palm Beach Invitational Piano Competition de 1989 (onde seis primeiros prémios de concursos internacionais foram convidados a competir) e o Leeds International Piano Competition de 1990, que verdadeiramente lançou a sua grande carreira internacional.
Artur Pizarro atua regularmente em recitais a solo, em duo de piano com Rinaldo Zhok e em concertos de música de câmara. Apresenta-se também com as mais prestigiadas orquestras por todo o mundo dirigido por maestros tais como Sir Simon Rattle, Philippe Entremont, Yan Pascal Tortelier, Sir Andrew Davis, Esa-Pekka Salonen, Yuri Temirkanov, Vladimir Fedoseev, Martyn Brabbins, Tadaaki Otaka, Tugan Sokhiev, Yakov Kreizberg, Yannick Nezet-Seguin, Libor Pesek, Vladimir Jurowski, Ion Marin e Sir Charles Mackerras.
Artur Pizarro tem uma extensa discografia (perto de 50 CDs) e as suas gravações constam nos catálogos da Collins Classics, Hyperion Records, Linn Records, Brilliant Classics, Klara, Naxos, Danacord, Phoenix Edition, Capriccio, CAvi, e Odradek Records, onde recentemente completou a integral da obra para piano de Sergei Rachmaninoff e, com Rinaldo Zhok, gravou obras de Dvořák para piano a quatro mãos.
Em reconhecimento pela relevância da sua arte, Artur Pizarro foi galardoado na sua terra natal com o Prémio Bordalo, o Prémio SPA, a Medalha de Mérito Cultural da Cidade de Funchal e a Medalha de Mérito Cultural de Portugal. Em 2014 foi-lhe atribuído o Prémio Albéniz pelo Festival Albéniz em Camprodon, Espanha, reconhecendo o seu trabalho pela divulgação da Suite Iberia através da sua gravação e de inúmeras atuações em palco.
Atualmente leciona na Academia Nacional Superior de Orquestra na Metropolitana de Lisboa e mantém o seu estúdio em Oeiras onde dá aulas particulares. Oferece frequentemente masterclasses em vários locais internacionais.

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