53º Festival de Sintra - Alma Mater e Voces Caelestes

Sunday  14 October  2018  9:00 PM
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Last update 15/10/2018
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53º Festival de Sintra - Alma Mater e Voces Caelestes
Domingo, 14 de Outubro às 21:00

Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Colares
Colares, Sintra

Em torno da Missa nº 2 de Schubert e do ambiente romântico do vale luxuriante de Colares, a música reconstrói a imagética poética que emana da natureza mística do lugar. Música para Deus e para os homens.

CAMERATA ALMA MATER E CORO VOCES CAELESTES

MAESTRO PEDRO NEVES
MAESTRO SÉRGIO FONTÃO

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Anton Bruckner (1824-1896)
Aequalle nº 1 e nº 2 WAB 114 & 1149 para Trio de Trombones
Ave Maria WAB 6 para coro misto

Franz Schubert (1797-1828)
Gesang der Geister über den Wassern para vozes masculinas e cordas graves

Carl Nielsen (1865-1931)
Pequena Suite para Cordas (Nonet), Op.1

Franz Schubert (1797-1828)
Missa nº 2 em G, D.167

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CAMERATA ALMA MATER
Fundada recentemente, a Camerata de cordas Alma Mater é constituída por jovens talentos portugueses, já com grande distinção no panorama musical nacional e internacional. Os elementos que integram este ensemble são vencedores de várias edições do Prémio Jovens Músicos, e distinguidos com prémios em concursos internacionais. Nos seus currículos contam-se lugares de destaque, entre os quais chefes de naipe de orquestras profissionais, residências artísticas, e atividade camarística regular e de grande relevo.
A Camerata Alma Mater conta ainda com os prestigiados pedagogos destes jovens talentos, Aníbal Lima (violino) e Paulo Gaio Lima (violoncelo), que mantêm ainda uma carreira artística inconfundível.
Com um olhar único sobre o repertório para cordas, a Camerata Alma Mater propõe a dinamização e o desenvolvimento da música existente no seio da mesma família de instrumentos: as cordas. A amplitude do projecto abrange os vários períodos da história da música, tornando relevante a produção musical atual. Na base da sua criação persiste a ideia do estímulo da tradição dos instrumentos de arco, que no nosso país ainda é pequena, contudo em grande crescimento. Pretende também a criação de um íman entre o público e a música, apostando na qualidade e profundidade da nova geração de instrumentistas, através da qual dá a conhecer a essência e a alma do agrupamento de cordas.

Violinos I
Ana Pereira
Romeu Madeira
David Ascensão
Vítor Vieira

Violinos II
Ana Filipa Serrão
José Teixeira
Juan Maggiorani
José Pereira

Violas d’arco
Joana Cipriano
Jorge Alves
Sandra Martins

Violoncelos
Marco Pereira
Paulo Gaio Lima

Contrabaixo
Margarida Afonso

MAESTRO PEDRO NEVES
Pedro Neves é maestro titular da Orquestra do Algarve e da Orquestra Clássica de Espinho. A sua personalidade artística é marcada pela profundidade, coerência e seriedade da interpretação musical. Atualmente é doutorando na Universidade de Évora, sendo o seu objeto de estudo as seis sinfonias de Joly Braga Santos.

Pedro Neves é convidado regularmente para dirigir a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Joensuu City Orchestra (Finlândia).

No âmbito da música contemporânea tem colaborado com o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou estreias de vários compositores portugueses e estrangeiros. Desta colaboração destacam-se digressões ao Japão e à Coreia do Sul. Em dezembro de 2012 colaborou com Remix Ensemble Casa da Música.

É fundador da Camerata Alma Mater, que se dedica à interpretação de repertório para orquestra de cordas.

Pedro Neves iniciou os seus estudos musicais na sua terra natal, na Sociedade Musical 12 de Abril, com a qual mantém uma ligação até aos dias de hoje. Estudou violoncelo com Isabel Boiça, Paulo Gaio Lima e Marçal Cervera, respetivamente no Conservatório de Música de Aveiro, Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa e Escuela de Música Juan Pedro Carrero em Barcelona. No que diz respeito à direção de orquestra estudou com Jean Marc Burfin, Emilio Pomàrico e Michael Zilm.

VOCES CAELESTES
Voces Caelestes é um grupo vocal de constituição variável, de acordo com as exigências das obras a interpretar. Esta característica, aliada à vasta experiência dos cantores que o integram – que se estende da música medieval à criação musical contemporânea –, permite às Voces Caelestes abordar um extenso repertório.

Assim, desde a sua estreia, em 1997, o grupo tem interpretado obras de Machaut, Ciconia, Lantins, Dufay, Josquin, Lasso, Victoria, Gesualdo, Monteverdi, Allegri, Buxtehude, Bach, Händel, Vivaldi, Scarlatti, Haydn, Schubert, Beethoven, Brahms, Debussy, Ravel, Franck, Grieg, Stanford, Britten, Lloyd Webber, Pärt e Lopes-Graça, entre outros.

Paralelamente, tem feito incursões esporádicas nos domínios da ópera e de outros espetáculos multidisciplinares, tendo participado nas produções de Platée (Rameau), Cenas do Fausto de Goethe (Schumann), A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro (Mozart), A Filha do Regimento (Donizetti), Sonho de uma Noite de Verão (Mendelssohn), Peter Pan (Bernstein) e Rigoletto (Verdi) encenadas por Tito Celestino da Costa e nos espectáculos Deus. Pátria. Revolução (Luís Bragança Gil/Luísa Costa Gomes), Crioulo – uma ópera cabo-verdiana (António Tavares/Vasco Martins), Le Carnaval et la Folie (Destouches), Paride ed Elena (Gluck) e Armida (Mysliveček).

A par do seu empenhamento na divulgação da música antiga portuguesa – traduzido, até agora, na apresentação de obras de Duarte Lobo, Filipe de Magalhães, Frei Manuel Cardoso, Estêvão Lopes Morago, Diogo Dias Melgaz, Francisco Martins, António Teixeira, Carlos Seixas, Francisco António de Almeida, João Rodrigues Esteves e Pedro António Avondano –, as Voces Caelestes têm dedicado especial atenção à música contemporânea. Neste âmbito, estrearam em Portugal as Street Songs, de Steve Martland, e apresentaram em estreia mundial obras de Pedro Amaral (Os Jogadores de Xadrez), Alain Bioteau (Vat 69), Pedro Carneiro (… ni mots, ni signes…) e João Madureira (Requiem pela Aurora de Amanhã).

Este vasto repertório tem sido apresentado em diversos auditórios de Lisboa (Centro Cultural de Belém, Culturgest, Fundação Gulbenkian, Teatro Municipal de S. Luiz, Jardim Botânico e Palácio Nacional da Ajuda, Sé Patriarcal, Basílica dos Mártires, Igreja de S. Nicolau, Igreja de S. Roque, Igreja de S. Vicente de Fora, Convento do Beato e Convento da Encarnação), bem como noutras localidades (Cascais, Castelo Branco, Caxias, Coimbra, Évora, Fátima, Guimarães, Mafra, Mértola, Óbidos, Portimão, Porto, Santarém, Santiago do Cacém, Setúbal, Sintra, Tavira), no âmbito de algumas das mais prestigiadas manifestações musicais (Terras sem Sombra – Festival de Música Sacra do Baixo Alentejo, Festival Internacional de Música de Coimbra, Primavera Musical – Festival Internacional de Música de Castelo Branco, Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora”, Comemorações dos 250 Anos do Nascimento da Cantora Luísa Todi, Música em São Roque, Festival Internacional de Órgão de Lisboa, Festival Rota dos Monumentos, Festival das Artes). Em agosto de 2006, as Voces Caelestes fizeram a sua estreia internacional, participando, com grande sucesso, no prestigiado Festival Internacional de Música Antiga de Daroca (Espanha). O grupo participou na gravação do CD de música sacra Alleluia, da soprano Teresa Cardoso de Menezes, gravou para a RTP excertos do Te Deum de Frei José Marques e Silva e colaborou com o agrupamento Os Músicos do Tejo na primeira gravação mundial da obra Il Trionfo d’Amore, de Francisco António de Almeida.

As Voces Caelestes têm-se apresentado a cappella e em colaboração com instrumentistas como a cravista Ana Mafalda Castro, a harpista Stéphanie Manzo, a pianista Ana Telles, a contrabaixista Marta Vicente, os organistas António Duarte, António Esteireiro, David Paccetti, Isabel Albergaria, João Vaz, Margarida Oliveira, Rui Paiva e Sérgio Silva, os violoncelistas Paulo Gaio Lima e Miguel Ivo Cruz e os percussionistas Abel Cardoso, Pedro Carneiro e Jean-François Lézé, e agrupamentos como Camerata Academica Salzburg, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, orquestra barroca Capela Real, Divino Sospiro, Ludovice Ensemble, Os Músicos do Tejo, Orquestra Aldrabófona, Quarteto ArtZen, Segréis de Lisboa e Sete Lágrimas, sob a direcção dos maestros Pedro Amaral, Stephen Barlow, Martyn Brabbins, Luís Bragança Gil, Pedro Carneiro, Harry Christophers, Laurence Cummings, Christian Curnyn, Osvaldo Ferreira, Sérgio Fontão, Alexander Frey, Leonardo García Alarcón, Aapo Häkkinen, Manuel Ivo Cruz, Miguel Jalôto, Nicholas Kraemer, Marcos Magalhães, Massimo Mazzeo, Manuel Morais, Pedro Neves, Elio Orciuolo, Jean-Bernard Pommier, João Paulo Santos, Peter Schreier, Garry Walker e Michael Zilm.

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