53º Festival de Sintra - António Rosado e Orquestra Sinfónica Juvenil

Friday  5 October  2018  6:00 PM
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Last update 06/10/2018
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53º Festival de Sintra - António Rosado e Orquestra Sinfónica Juvenil
Sexta-feira, 5 de Outubro às 18:00 

Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense


Um dos maiores pianistas portugueses da atualidade junta-se à Orquestra Sinfónica Juvenil, num concerto descentralizado, com um programa de grande apelo emocional e demonstrativo da excelência artística de António Rosado. A afinidade entre a música de Rachmaninov e Sintra sentir-se-á em pleno.

Quanto mais tempo me demorava em Sintra tanto mais aprazível me parecia e mais sonhadoramente romântica.
(…). Essas frescas veredas cobertas de folhagem, o crescimento majestoso e exuberante da vegetação; as cascatas e frígidos regatos, as montanhas e penedias, a perspectiva das campinas e do oceano, tudo isso nunca o esquecerei, e, com a autoridade de Bryon e de Camões com a opinião dos poetas e dos literatos de todos os tempos, e de todos os povos, proclamarei Sintra o mais belo de todos os sítios da Terra.» ~Felix Lichnowsky, 1842

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ANTÓNIO ROSADO | PIANO
ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL

Maestro Christopher Bochmann
Francisco Jerónimo de Lima
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Abertura “Teseu”

Sergei Rachmaninov

Concerto para piano nº 2

Antonin Dvorak

A Bruxa do Meio-Dia, Op. 108
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ANTÓNIO ROSADO
Dele disse a revista francesa Diapason que é um “intérprete que domina o que faz. Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto.”
António Rosado tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como Georges Gershwin, Aaron Copland, Albéniz ou Liszt. Esta versatilidade permitiu-lhe apresentar, pela primeira vez em Portugal, destacadas obras como as Sonatas de Enescu ou paráfrases de Liszt, sendo o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e também dos Estudos de Claude Debussy. No registo dos recitais pode incluir-se também a interpretação da integral das sonatas de Mozart e Beethoven.
Atuou em palco, pela primeira vez, aos quatro anos de idade. Os estudos musicais iniciados com o pai tiveram continuidade no Conservatório Nacional de Música de Lisboa onde terminou o curso Superior de Piano, com vinte valores. Aos dezasseis anos parte para Paris, e aí vem a ser discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música e nos cursos de aperfeiçoamento em Siena e Biella (Itália).
Em 1980, estreou-se em concerto com a Orchestre National de Toulouse, sob a direção de Michel Plasson e desde essa data tem tocado com inúmeras orquestras internacionais e notáveis maestros como: Georg Alexander Albrecht, Moshe Atzmon, Franco Caracciolo, Pierre Dervaux, Arthur Fagen, Léon Fleischer, Silva Pereira, Claudio Scimone, David Stahl, Marc Tardue e Ronald Zollman.
Também na música de câmara tem atuado com prestigiados músicos como Aldo Ciccolini, Maurice Gendron, Margarita Zimermann, Gerardo Ribeiro ou Paulo Gaio Lima, com o qual apresentou a integral da obra de Beethoven para violoncelo e piano.
Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles.
Estes prémios constituem o reconhecimento internacional do seu virtuosismo e o impulso para uma brilhante carreira, com a realização de recitais e concertos por todo o Mundo, e a participação em diversos festivais. Na década de 90, foi o pianista escolhido pela TF1 para a gravação e transmissão de três programas – música espanhola e portuguesa, Liszt e, por fim, um recital preenchido com Beethoven, Prokofiev, Wagner, Liszt. Desde a década de 80, participou inúmeras vezes no Festival de Macau, nomeadamente com a Orq.Gulbenkian, Orq.M.L., Orq.N. da China – no concerto inaugural do Centro Cultural de Macau – Orq. Xangai, Orq. de Câmara de Macau e ainda com o clarinetista António Saiote.
O seu primeiro disco gravado na década de 80, em Paris, é dedicado a Enescu. Outros discos se seguiram, nomeadamente, as obras para piano de Vianna da Motta; um cd comemorativo dos 150 anos da passagem de Liszt por Lisboa; a Fantasia de Schumann e a Sonata de Liszt. Com o violinista Gerardo Ribeiro gravou as Sonatas para piano e violino de Brahms e com o pianista Artur Pizarro, um disco intitulado Mozart in Norway.
Com a NDR Sinfonieorchestra de Hamburgo, gravou o Concerto n. 2 e Rapsódia sobre um tema de Paganini de Rachmaninov.
Em Portugal gravou os dois concertos de Brahms com a Orquestra Nacional do Porto, em 2004 a integral das Sonatas para piano de Fernando Lopes-Graça e em 2006 as oito suites “In Memoriam Bela Bartók” do mesmo compositor. Mais recentemente os Prelúdios de Armando José Fernandes e Luís de Freitas Branco e, em 2012, a integral das Músicas Festivas de Fernando Lopes-Graça. Em 2016, lançou um disco com a Integral dos Prelúdios de Debussy (Calanda Music) e em 2017, como apoio da GDA, lançou um disco de autor dedicado às Sonatas para violoncelo e piano de César Franck e Luís de Freitas Branco, com o violoncelista Filipe Quaresma.
António Rosado detém o prestigiado grau de Chevalier des Arts et des Lettres., distinção concedida pelo Governo Francês em 2007.


ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
Fundada em 1973, a Orquestra Sinfónica Juvenil é, hoje, reconhecida como uma instituição fundamental no nosso panorama músico-pedagógico.
Sendo em Portugal a única orquestra de jovens com atividade permanente, desempenha um papel fulcral na formação de jovens músicos, numa perspetiva de aperfeiçoamento de alto nível e profissionalização.
Nestes 45 anos de existência, a Orquestra Sinfónica Juvenil recebeu e formou muitos dos atuais instrumentistas das nossas orquestras, incentivou e deu a conhecer ao público muitos jovens solistas e levou a sua ação em favor da cultura musical a todo o país, contribuindo para a criação de novos públicos.
Contando nos seus quadros com 80 elementos das diversas escolas de música da área de Lisboa, o seu repertório, em permanente renovação, é ambicioso e vasto: foram já tocadas mais de 800 obras abrangendo os séculos XVIII, XIX e XX.
A Orquestra Sinfónica Juvenil e os seus agrupamentos são convidados para atuar em importantes acontecimentos artísticos.
Em 1990, a convite da UNESCO, participou num estágio de aperfeiçoamento orquestral em Hortos (Grécia). Em 2002, a “Camerata” da Orquestra Sinfónica Juvenil representou Portugal no Festival Internacional de Jovens de Tianjin, China. Em agosto de 2005, efetuou um Estágio em Vigo (Galiza) em colaboração com a orquestra de jovens local.
Em 2007 uma formação da Orquestra Sinfónica Juvenil efetuou uma digressão na Índia com concertos em Goa e Bangalor. Agrupamentos de câmara da Orquestra Sinfónica Juvenil apresentam-se regularmente em Espanha desde 2013.
Em 2016 o Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfónica Juvenil efetuou uma digressão na Índia, com concertos em Nova Deli, Bombaim e Goa.
A Orquestra Sinfónica Juvenil encomenda regularmente obras a jovens compositores portugueses, apresentando-as em estreias mundiais.
Mantém acordos de colaboração com orquestras semelhantes de vários países, com as quais estabelece intercâmbio de jovens músicos. Nos períodos de férias de verão, realiza estágios de aperfeiçoamento orquestral, com uma presença regular nas Regiões Autónomas da Madeira e Açores.
A Orquestra Sinfónica Juvenil colabora regularmente com diversos coros na apresentação de repertório coral-sinfónico.
Para além dos Maestros-Titulares (Alberto Nunes de 1973–83) e Christopher Bochmann (desde 1984) foi dirigida por Francisco d’Orey, Jorge Matta, António Saiote, Roberto Perez, Georges Adjinikos, José Palau, Andrew Swinerton, Vasco Azevedo, Julius Michalsky, Pedro Amaral e Filipe Carvalheiro.
A Orquestra Sinfónica Juvenil desenvolve as suas atividades com o apoio do Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e Juventude, RTP, Câmara Municipal de Lisboa e com o apoio mecenático da Fundação EDP, instituição com a qual tem desenvolvido um fecundo programa de bolsas.


MAESTRO CHRISTOPHER BOCHMANN
Filho de pais violoncelistas viveu nove anos na Turquia, em criança.
Cantou no coro de St. George´s Chapel, Castelo de Windsor, continuando os estudos no Radley College.
Estudou particularmente com Nadia Boulanger, em Paris, antes de entrar para o New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson.
Foi em Oxford que adquiriu os graus de B.A.Hons., B.Mus., M.A. e D.Mus. Estudou, também, particularmente, com Richard Rodney Bennett, em Londres.
Lecionou em Inglaterra e no Brasil, onde esteve ligado durante dois anos à Escola de Música de Brasília. Tem lecionado várias vezes no Curso Internacional de Verão de Brasília.
Desde 1980, vive e trabalha em Lisboa. Foi professor do Instituto Gregoriano de Lisboa e do Conservatório Nacional. De 1985 a 2006, foi professor da Escola Superior de Música de Lisboa, da qual foi diretor durante seis anos e onde, por quase vinte, coordenou o Curso de Composição.
Atualmente é Professor Catedrático da Universidade de Évora.
Em 2003, publicou o livro “Linguagem Harmónica do Tonalismo” (JMP).
Desde 1984 é Maestro-Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil com a qual já dirigiu centenas de concertos. Com esta orquestra, gravou três CD’s com obras suas, para além de ter estreado várias outras.
Ganhou vários prémios de composição: entre outros, o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize.
Em 2004 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura (Portugal).
Em junho de 2005 foi agraciado com a “Order of the British Empire” pela Rainha Isabel II (Reino Unido).
Christopher Bochmann tem uma ampla lista de obras para quase todos os géneros, para além de numerosos arranjos e orquestrações.

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