«Eternidade» de Ferreira de Castro - Comunidade de leitores

Saturday  19 November  2016  3:00 PM    Saturday  19 November  2016 6:00 PM
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Last update 20/11/2016
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No ano em que se comemoram os 100 anos da vida literária de Ferreira de Castro, propomos a leitura do livro "Eternidade".

A apresentação será a cargo de Ricardo Alves, diretor do Museu Ferreira de Castro em Sintra.

José Maria Ferreira de Castro nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, a 24 de Maio de 1898 e morreu no Porto a 29 de Junho de 1974. Oriundo de uma família de camponeses pobres, fica órfão de pai aos oito anos e emigra, em 1911, com doze anos e a instrução primária, para o Brasil. Por algumas semanas trabalha em Belém do Pará, mas não tarda a ser expedido para o interior da selva amazónica. Permanece ali quase quatro anos, tempo em que escreve contos e crónicas que envia para jornais do Brasil e de Portugal. Em 1919 regressa a Portugal e ingressa na carreira de jornalista enfrentando dificuldades económicas.
Publica, em 1928, o romance «Emigrantes» e «A Selva» em 1930, acompanhados de grande êxito nacional. Seguir-se-á, a um ritmo regular, a publicação de outros romances: «Eternidade» (1933), «Terra Fria» (1934), «A Tempestade» (1940), «A Lã e a Neve» (1947). No período imediato ao pós-guerra, Ferreira de Castro torna-se um dos autores mais lidos em Portugal e no estrangeiro.
Nos anos cinquenta pública, entre outros, os romances «A Curva da Estrada» (1950), «A Missão» (1954) e «O Instinto Supremo» (1968).
Dada a sua excelência literária, Ferreira de Castro foi, por diversas vezes, proposto para o Prémio Nobel.

No seu livro “Eternidade”, com a força e o deslumbramento que vem do coração e dos sentidos, Ferreira de Castro descreveu o fantástico mundo do Arquipélago da Madeira nos anos trinta do século XX. Mas, antes de relatar a Ilha com alguma minúcia, desferiu no pórtico de “Eternidade”, um sentido grito contra a vida do Homem, que mesmo usufruindo a magia duma terra tão bela quanto a Madeira, tem vivido permanentemente esmagado por opressões, renúncias e misérias, e atribulado pelo constante temor da doença e da morte.

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